Monday, September 20, 2004

Opinião no site do JPCoutinho

www.jpcoutinho.com

e logo a seguir

http://www.jpcoutinho.com/Default.aspx?Tipo=Juizo

Saturday, September 11, 2004

11 de Setembro

NY Posted by Hello
Nunca esquecer!
Visitem www.jpcoutinho.com
O meu ponto de vista eh muito parecido com o do Joao.
E carpe diem. Esta eh a nossa vida e termina a cada minuto que passa

Sunday, September 05, 2004

Opinião no site do JPCoutinho

PORTUGAL-U.S.A.
Estou em Porto Covo, Costa Vicentina, Portugal. Estou em Springfield, Massachussetts, Estados Unidos da América. No primeiro caso, uma bela praia portuguesa. No segundo, um misto de parque aquático e parque de diversões (os famosos Six Flags). Constatação crua que me estraga o resto do Verão. As crianças portuguesas estão iguais às americanas. E não falo no mais evidente, a berraria, a falta de modos, a má educação. Falo da composição corporal. Falo da quantidade de gordura dos petizes. Então na faixa de idades dos 12 aos 14 - e é um completo desastre. Dois países, a mesma geração, alimentada a quantidades industriais de açúcar. Todos anafados, todos ofegantes, todos gulosos. As barrigas passam por cima da bainha dos calções de praia, as coxas fazem lembrar o «Senhor Michelin». Todos agarrados às coca-colas, aos donuts, aos chocolates, aos gelados. Uma conclusão mais fria deste cenário é a convicção de que estamos, em Portugal, metidos num belo sarilho. Ou controlamos a epidemia da obesidade, ou o sistema de saúde entrará, inevitavelmente, em colapso. Não podemos deixar que os abusos da abundância continuem desta forma. É verdade que na barriga do João, manda o João, mas a que preço? É talvez verdade que «a legislação não pode salvar os seres humanos deles mesmos» e que a gula é «pura irresponsabilidade do palato» (JPC 19/12/03), mas com que encargo para a sociedade? Nos Estados Unidos, o cidadão têm de pagar para ter o seu seguro de saúde. Se quer cometer abusos, o problema é exclusivamente seu, uma vez que vai ter de pagar mais para ter os mesmos serviços. Se quiser engordar, esteja à vontade, uma vez que, quando for renovar o seu contrato com a empresa de seguros, existe uma escala que diz: para tantos centímetros de altura, tantos quilos de peso. E quanto mais o contratante pesar, mais têm de pagar. Quando esta geração de meninos e meninas estiver a padecer de diabetes, hipertensão, enfartes de miocárdio e o diabo a quatro, os grandes poderes económicos da «industria de saúde americana» até esfregam as mãos, só de pensar na quantidade de dinheiro que entra em caixa. E como funciona em Portugal? Eu não pretendo estar aqui a passar por iluminado, Ministro da Saúde ou das Finanças. Mas como vai ser quando, e graças aos encantos do socialismo onde a nossa sociedade foi fundada, o Estado tiver de gerir todos os milhares de cidadãos, que no lugar de estarem saudáveis e ajudarem o país a produzir, estarão a ocupar camas de hospitais, urgências em Centros de Saúde, a receber subsídios para os medicamentos, para os supositórios, para as fraldas? É preocupante como, certas facções ideológicas continuam a defender a manutenção de serviços estatais que serão, a médio prazo, impossíveis de providenciar. Ou então, será a carga fiscal naqueles que pagam impostos a fazer sobreviver um sistema disfuncional. Estará na altura de começarmos a exigir revoluções «capitalistas» em Portugal? «Opção de não descontar para o SNS já!». «Os gordos que paguem a crise!» «Não suporto um lambão, de mim nem mais um tostão!». Estou a brincar, mas é um assunto grave.

Wednesday, September 01, 2004

GOP em NY

Convenção Republicana em Nova York. Muita confusão, muita histeria nos media, muita segurança, muita gente mal vestida. Anarquistas, comunistas, ecologistas, ambientalistas (dão-se alvíssaras a quem descobrir a diferença entre estes dois), anti-globalistas, antimilitaristas, anti-o-raio-que-os-parta. A canalha desce à rua com a sanfona bem estudada. Ou neste caso, não desce bem à rua, é mais, passeia-se entre o Central e o Batery Park, gritando todo o estilo de coisas absurdas, parvas e hilariantes. Mas assim é. Liberdade de expressão, liberdade de ajuntamento, liberdade de estupidez. Estarei a ser demasiado duro? Então, reparem bem. Quando interrogados em quais as opções para substituir o que há, as reacções são sempre as mesmas: vazio de respostas, estupidificação nos rostos, berros para disfarçar a evidente falta de compreensão do mundo. É preciso é criticar, e destruir, e vilipendiar, e ameaçar. Ser contra Bush é ser a favor de Kerry? “Nem pensar!! O Kerry é tau mau como o Bush!” Ser contra os Republicanos é ser a favor dos Democratas? “O que?!? Os Democratas são tão corruptos e ligados a interesses económicos como os Republicanos”. Ser contra os conservadores é ser a favor dos liberais? “Nunca! O neo-liberalismo é uma das fontes dos problemas actuais”. E a coisa continua assim, sem evidente interesse. Mas, algumas coisas sabem eles! É preciso é ser anti-Americano, anti-imperialista, anti-consumista, anti-globalização, anti-guerra, anti-musica country e anti-desodorizante, seja em versão stick, ou roll-on. Que “tristeza saloia”.