Sunday, February 20, 2005

Os próximos 4 anos

“Amigos e camaradas... conseguimos!”
Pois agora.
“Paulo Portas pede a demissão da liderança do PP.”
Ora, então.
“Santana quer continuar na Presidência do PSD.”
A sério?!
Ora bem. Numa noite onde estou distraído a ver o o All-Star Game tenho aqui o evoluir do resultado das eleições no meu colo (maravilhas da tecnologia, o meu Portátil aquece-me as pernas ao mesmo tempo que me mostra o futuro dos próximos 4 anos em Portugal).
Alguns desejos:
Que o PS não conduza o país para um precipício económico e social. O Socialismo tem de se aperceber que o Estado não pode suportar todos os serviços sociais que existem em Portugal. A Segurança Social, as reformas, o SNS. O sistema tem de se modernizar. Todos os serviços centralizados em sistemas puramente públicos é uma receita para o desastre. O cidadão deve ter a possibilidade de assegurar o seu futuro da maneira que achar melhor para si. E não estar amarrado a uma cultura comunista de o Estado como o grande regulador.
Que o próximo Governo tenha uma acção (finalmente) definitiva na educação. A todos os níveis. Desde a formação mais básica até a investigação mais avançada. Que haja uma política concertada na formação de recursos humanos. De quadros técnicos e profissionais. De ciência e tecnologia. Afinal o que define um país produtivo? Não é preciso viver na América para perceber isso.
Que o Guterrismo esteja definitivamente enterrado. Que Sócrates (apesar de alguma descrença generalizada) possa ser um governante sofrível, disciplinado e organizado. E que tome decisões. E que lidere as hostes. Uma vez que não é possível pedir muito mais a estes tecnocratas que se disfarçam de “pastores de rebanhos” (uma referência do JPC).
Que a direita se organize e se prepare para mais uma batalha daqui a 4 anos. Tal como o partido Democrata na América, o PSD precisa de uma nova direcção, de um novo “projecto”. De uma liderança carismática e forte. E não de tantas manobras de circo e de comédia “a Revista Portuguesa”.
Que o PP não desapareça com o caminhar para o por do sol do Portas. O Paulo é um “mal necessário” para um partido de direita tradicional. Um populista, verdade. Um demagogo, com certeza. Mas um homem inteligente e com visão. O PP é necessário em Portugal. Não se pode deixar essa opção política desaparecer.
E que todos nós possamos estar melhor num futuro tão próximo. E que Portugal consiga ser um país bom para regressar, no lugar de se emigrar.
Ricardo Silvestre

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