OMDA
Wednesday, July 13, 2005
Monday, July 11, 2005
de regresso
Último dia em Storrs antes de voltar a Portugal. Estes são alguns dos sítios onde vou estar nas próximas 48 horas: num metro em NY, no aeroporto de Londres, num autocarro em Lisboa. É esperar que em nome da “guerra santa” e da libertação da “grande Palestina dos infiéis” que o próximo alvo seja eu, ou qualquer um de vós que lê estas linhas? De recear que não haja mais nenhum lugar seguro, nenhuma cidade protegida, nenhum conforto no dia-a-dia? É preciso mudar é alguma da nossa complacência e “entendimento”. Para saber mais, leiam, aqui e aqui. Escrevia eu na minha última crónica que ia para Nova York e que esperava que não houvesse atentados terroristas. Que triste premonição.
Volto a Lisboa. Valores mais altos se levantam. O afastamento da Universidade para poder estudar será um deles. Aqui há sempre algo que tem de ser feito, e estes próximos mês e meio só pode haver uma preocupação. A de ler, de estudar, de perceber, de memorizar. Mas terei tempo para estar com os amigos. Como de costume, eu depois envio um mail com o número de telefone onde vou estar contactável. E não pensem que me fazem um favor se não me “incomodarem”. Pelo contrário. Interrompam o meu estudo com o vosso interesse e amizade.
As histórias sobre Las Vegas seriam engraçadas de contar, mas numa próxima oportunidade. Por agora tenho que organizar tudo o que preciso para poder ir para Portugal sem quaisquer preocupações. Mas fica aqui a ideia que, foram os 5 dias mais longos da minha vida. E não estou a exagerar. Por momentos parecia que estava em Vegas a um ano (pelo menos). Im-pre-ssio-nante! É preciso eu recuar até ao Verão de 2002, e minha primeira visita a NY para me lembrar do que é ter os sentidos sobrecarregados com informação. Os olhos que ardem, a cabeça que dói, os ouvidos que zumbem, os músculos que se queixam. Mas, desta vez, o “overload” foi pelo menos a duplicar. Vegas é uma cidade sem par no mundo inteiro, uma terra de fantasia e ostentação que nos faz ficar de queixo caído… basicamente até ao 4 dia de estadia. Inacreditável
E estas são as últimas linhas do OMDA versão Spring Semester de 05. Da próxima vez que escrever já estarei desse lado do oceano. E como me costumo despedir nestas alturas, até breve, e pessoalmente.
Sunday, July 03, 2005
35
Vivaaaaa Las Vegas
Mas antes disso. 4th of July!
Vamos por passos. Amanhã vou estar em Nova York. Para todos os efeitos a capital dos Estados Unidos (menos o poder político) naquele que é o dia da América. The fourth of July. Tirando o receio (natural) de qualquer atentado terrorista que possa estragar a festa, a cidade de New York prepara mais um festejo do dia da Independência. Aqui o vosso correspondente não podia passar o dia de uma forma tão declaradamente americana. Vou ver um jogo dos Yankees, vou passear pela Quinta Avenida, vou fazer compras ao Macey's, e vou ver o fogo de artifício na Estatua da Liberdade. E não se aceitam comentários jocosos sobre estas minhas decisões. É um interesse puramente académico. Viver estas experiências como parte de um processo de conhecimento de outras culturas (pois, pois).
Na terça-feira vou estar em Las Vegas. Nem imaginam as coisas que me dizem. Os avisos que me deixam. As declarações de inveja. Os desejos que me divirta imenso. Pelos vistos, a cidade do pecado, é ao mesmo tempo (e como não podia deixar de ser) a cidade de todos os excessos. De todos os exageros. De toda a extravagancia. Lá estarei para confirmar. E depois cá estarei para contar como foi. Ou se se concretizar as profecias dos meus colegas aqui no Laboratório, não conto, porque não volto de Las Vegas... fico lá, hipnotizado pela cidade.
Dia 14 estou em Lx... o que quer dizer que só faltam 10 dias... Nem sei o que pensar. Hoje, cheguei oficialmente aos 35 anos. Se não me portasse como um miúdo pequeno até podia pensar que estava a ficar velho. Mas não. Isto da idade cronológica é uma grande treta. E ainda por cima, este vai ser o ano em que eu vou ter de ficar mesmo inteligente. Obrigado ao Pedro e ao Carlos por se terem lembrado. Língua de fora para todos os outros : P
Carpe diem
