de regresso
Último dia em Storrs antes de voltar a Portugal. Estes são alguns dos sítios onde vou estar nas próximas 48 horas: num metro em NY, no aeroporto de Londres, num autocarro em Lisboa. É esperar que em nome da “guerra santa” e da libertação da “grande Palestina dos infiéis” que o próximo alvo seja eu, ou qualquer um de vós que lê estas linhas? De recear que não haja mais nenhum lugar seguro, nenhuma cidade protegida, nenhum conforto no dia-a-dia? É preciso mudar é alguma da nossa complacência e “entendimento”. Para saber mais, leiam, aqui e aqui. Escrevia eu na minha última crónica que ia para Nova York e que esperava que não houvesse atentados terroristas. Que triste premonição.
Volto a Lisboa. Valores mais altos se levantam. O afastamento da Universidade para poder estudar será um deles. Aqui há sempre algo que tem de ser feito, e estes próximos mês e meio só pode haver uma preocupação. A de ler, de estudar, de perceber, de memorizar. Mas terei tempo para estar com os amigos. Como de costume, eu depois envio um mail com o número de telefone onde vou estar contactável. E não pensem que me fazem um favor se não me “incomodarem”. Pelo contrário. Interrompam o meu estudo com o vosso interesse e amizade.
As histórias sobre Las Vegas seriam engraçadas de contar, mas numa próxima oportunidade. Por agora tenho que organizar tudo o que preciso para poder ir para Portugal sem quaisquer preocupações. Mas fica aqui a ideia que, foram os 5 dias mais longos da minha vida. E não estou a exagerar. Por momentos parecia que estava em Vegas a um ano (pelo menos). Im-pre-ssio-nante! É preciso eu recuar até ao Verão de 2002, e minha primeira visita a NY para me lembrar do que é ter os sentidos sobrecarregados com informação. Os olhos que ardem, a cabeça que dói, os ouvidos que zumbem, os músculos que se queixam. Mas, desta vez, o “overload” foi pelo menos a duplicar. Vegas é uma cidade sem par no mundo inteiro, uma terra de fantasia e ostentação que nos faz ficar de queixo caído… basicamente até ao 4 dia de estadia. Inacreditável
E estas são as últimas linhas do OMDA versão Spring Semester de 05. Da próxima vez que escrever já estarei desse lado do oceano. E como me costumo despedir nestas alturas, até breve, e pessoalmente.

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