mudanças, neve e viagens no espaço
Eu pedi autorização para levar a cama, mas o director da biblioteca achou um “exagero”.
Mudei de “casa”. Bem, não no sentido literal do termo, mas a nível de lugar onde a “acção” se passa. É engraçado como as coisas dão a volta. No meu primeiro semestre, especialmente por causa da cadeira de Neurofisiologia que tive na altura (há um milhão de anos atrás) passei muitas horas sentado nas cadeiras confortáveis da Biblioteca da Universidade de Connecticut. Bons tempos esses. Agora sou aluno finalista. E como tal tenho direito a um “gabinete de estudo”. Oh sim, um quartinho no segundo andar da Biblioteca com uma janela que dá para a praça principal da Universidade. Catita. Com uma secretária e umas estantes, ligação a NET (neste caso o wireless trata de satisfazer essa necessidade) e uma cadeira confortável. Não muito grande, algo monástico, mas é assim mesmo. Nada nos pode distrair da “missão académica”.
Só passado meia hora é que descobri que era o carro do vizinho.
Quando cá cheguei tive de me entreter a desenterrar o carro de um monte de neve. Que recepção de boas vindas. Eu, sem pequeno-almoço, ou café, as pázadas de neve para o meio da estrada. Bah! O carro estava de neve até as janelas. Ainda se diz que “nevou” em Lisboa. Pois sim. Para ajudar a festa, este fim-de-semana vai estar…-15ºC. Maravilha.
Ainda nos queixamos dos Invernos frios e verões quentes.
Um estudo recente mostra que o planeta Terra teve a imensa felicidade de se encontrar uma “zona habitável”, que é a zona onde não estamos perto do sol de modo a ficarmos torrados, ou afastados o suficiente para sermos um rochedo gelado. Vénus, por exemplo, tem temperaturas na superfície de 900ºC, enquanto Marte tem temperaturas na média de zero graus. O astrónomo Michael Hart afirma que se o nosso planeta tivesse 1% mais próximo do sol seria impossível aqui viver, ou se estivéssemos 1% mais afastados era uma tundra gelada. Outra nota interessante é o facto de devermos a nossa existência como ela é a Júpiter e a Saturno. Devido a estes dois gigantes, muitos dos cometas e asteróides que se dirigem para o Sol são atraídos pelo potente campo gravitacional destes dois monstros gigantes de gás. Sem estes dois vizinhos, o mais certo eram termos cataclismos como os que extinguiu os dinossauros.

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