Saturday, April 29, 2006

-72horas

E aproxima-se a data mais esperada. Daqui a 72 horas estará tudo resolvido (espero eu).

A apresentação está terminada, ensaiada, esgotada, preparada.
Também eu me sinto assim. A espera que o último slide seja apresentado, a espera que a última pergunta esteja respondida, a espera que as assinaturas estejam no documento que comprova que terminei com sucesso o meu programa.

Haverá outras tarefas que se vão apresentar já a seguir, claro. Ajudar no Lab, escrever papers, preparar o congresso em Washington, o meu regresso a Portugal. Mas o final deste percurso está agora a vista. E as coisas serão muito diferentes a partir desse momento.

Por isso, pensem em mim no dia 2. Entre as 8 e 10 da noite, hora de Lisboa, estarei no meu momento académico mais significativo, a defesa do meu grau de Professor Doutor. E se tudo correr com esperado, terei aquelas 3 letras a seguir ao meu nome que é o prémio mais desejado. Ricardo Silvestre, Ph. D.

Monday, April 24, 2006

the end of America (as we know it)

Este Domingo, em horario nobre aqui nos Estados Unidos, o jogo da fase final da NBA era entre a equipa de Dallas e a de Memphis.

Que satisfacao para um Europeu ver os comentadores Americanos a dizer que o confronto das "super estrelas" era entre o Dirk Nowitzki (Alemao) e o Pau Gasol (Espanhol)

Yes!!!! Take that!!! Eheheheh : )

Que maravilha. Finalmente o Velho Continente a vingar neste desporto tao chauvinista como eh o do basquete profissional Americano.

E claro, GO DALLAS!




Friday, April 21, 2006

propinas

"O actual sistema de financiamento público do ensino superior é questionável em termos de equidade. Por isso, recomenda-se no relatório económico sobre Portugal, as fontes de financiamento das instituições de ensino públicas devem ser alargadas, combinando orçamento de estado, propinas e associações com empresas e centros de investigação Os peritos da OCDE acreditam que, se os estudantes pagassem taxas de frequência mais altas, passariam a estar mais atentos à qualidade e às matérias oferecidas, exercendo assim maior pressão sobre as instituições, para que dessem respostas às suas necessidades. Além disso, os recursos adicionais permitiriam aumentar a qualidade do pessoal docente e da investigação"
In Publico.pt 21 de Abril

O que eh irritante nestas coisas, eh que eh preciso que venham estas recomendacoes do exterior. Nao ha ninguem em Portugal que veja estas coisas?! Eh preciso vir alguem da OCDE para expor o obvio?
E sera que alguem presta atencao a estes relatorios?

Tuesday, April 18, 2006

em movimento

o processo esta em andamento. Destino, dia 2 de Maio.

Monday, April 17, 2006

Tese de Doutoramento

Parece-me que devo ter batido alguns recordes com esta questão da tese de Doutoramento (TD a partir de agora). Todos os meus colegas têm de expressar admiração pelo facto de eu já ter o documento terminado para apreciação pelo júri. Mas realmente, faz 4 meses que trabalho nesta coisa sem descanso, já estava mesmo na altura de começar a ganhar os contornos finais.

Amanhã a TD vai para os membros do júri. Começa assim o “ciclo final” deste projecto, com a TD a ser avaliada, seguido pela defesa pública da tese e finalmente com a graduação no dia 6 de Maio (mais sobre isso brevemente).

Ao contrário de Portugal, onde uma tese (seja de Mestrado ou de Doutoramento) é apenas algo para alcançar um fim, por aqui, uma TD não interessa muito. É um documento que vai ficar na biblioteca a apanhar pó, para seguramente não ser usado até ao fim dos tempos. Mas é o artigo científico que sai da TD que faz as delícias dos comensais. E como tal, já se ventila a necessidade de se aproveitar o facto de eu ficar neste país durante mais algum tempo pós defesa pública para se criar aquela que será a submissão a um qualquer famoso jornal científico. No mundo da ciência, o sol nunca se põe.

E já penso no regresso a Lisboa. É verdade. Parecia que nunca iria acontecer, mas já está a porta.

Wednesday, April 12, 2006

O momento que justifica todos os momentos

Dia 2 de Maio...

O momento onde os 4 anos que passei aqui se vão materializar naquele que é o objectivo final deste projecto; a defesa da tese de Doutoramento.

Parece que foi ontem que aqui cheguei, e vai ser já amanhã que vou deixar este país. Ao mesmo tempo parece que passei uma vida aqui. Pelo menos, uma parte muito importante da minha vida nasceu aqui, isso sem dúvida.

É um processo pró-form basicamente, uma vez que seria preciso acontecer algo muito desastroso para me acontecer alguma coisa inesperada ou indesejável. E claro que com todo o meu treino, conhecimento na matéria e vontade de terminar com qualidade, estarei ao meu melhor.

De qualquer forma, é sempre um acontecimento de deixar qualquer um ansioso e nervoso. Mas de uma boa maneira.

Não vou ter ninguém aqui para me ver defender (ou até mesmo ir a cerimónia de Graduação). Faz uma pontinha de pena. Será um momento muito importante para mim, como é compreensível. E gostava de ter “testemunhas” para presenciar esse momento. Ainda hoje fui reservar o meu lugar para a cerimónia, tive de explicar a senhora (umas 3 vezes) que não, não precisava de bilhetes para a minha família, esposa, namorada ou amigos. “Não, a sério, não tenho ninguém para reservar o lugar para”. Eu depois levo as fotografias.

Sunday, April 09, 2006

muito engraçado!

estes anuncios aqui nos US são de rebolar no chão a rir. Vejam aqui neste link
http://www.leftlanenews.com/2006/02/22/vw-strikes-again-un-pimp-my-ride-videos/

com o brilhante Peter Stormare, que acho um dos actores mais carismaticos neste momento.
Check it out

if youuure goooing to Sann Fraaanciscooo (parte5)

Seja em SF ou em outro qualquer ponto do globo, continua a haver algo que me deixa a abanar a cabeça. Estou a falar dos “apanhadinhos” (nerds no original) por estas coisas das Conferencias e das Comunicações e do diabo a quatro. Ok, concedo que é uma Conferencia do melhor que se faz no mundo, e que as pessoas tenham de pagar uma fortuna para estar em SF e para poderem estar nas comunicações; mas por favor! Que exagero, que “neura”. Sempre a olharem para o programa para ver quem está a falar e onde. Sempre a procura daquele ou qualquer outro poster. Este estilo de pessoal chega a Conferência por volta das 7 da manhã e ficam por lá até as 6 da tarde. A maior parte deles sai da cidade ainda antes da Conferência terminar, e tiram (talvez) uma tarde para ver um ou dois pontos de interesse.

Claro que não tenho nada a ver com as opções de cada pessoa, e muito mais quando são colegas meus, que muito seguramente, estão a ser muito mais profissionais que eu, mas irra! Numa perspectiva mais brincalhona, tenho de estar sempre a ouvir as piadinhas dos colegas do Departamento de Nutrição (vai sempre um exercito deles a esta Conferência em particular) ao dizerem-me que “sabes que está a decorrer uma conferência, não sabes?” ou então “bem-vindo ao teu poster, estávamos a ver que era preciso tomar o teu lugar” e coisas assim deste género. Também há que acrescentar que esta coisa dos posters está a perder o seu encanto. Começo a sentir que o passo a seguir (que são as comunicações orais) serão mais do meu agrado. Pelos vistos, e se tudo correr bem, terei uma já no próximo mês de Novembro, mas desse lado do Atlântico.

Entretanto, SF também vai ficar nas memórias em relação ao processo de escrever a tese de Doutoramento uma vez que foi do quarto do hotel que enviei a versão provisória do todo o documento aos meus dois orientadores. E mais detalhes nesse aspecto para breve. Enquanto termino este parágrafo, já estou em CT há 24 horas, onde uma delas foi passada com os meus orientadores e onde me foi dada a luz verde para… marcar a defesa pública da tese de Doutoramento. Enaaaa. Está para breve então o final do percurso. Incrível. Como o tempo passa. Como se consegue encontrar todo a força de vontade para se superar mesmo os mais intransponíveis obstáculos a caminho do objectivo final.

if youuure goooing to Sann Fraaanciscooo (parte4)



Vista do Porto de San Francisco



Um bairro residencial com a "baixa" de SF ao fundo



The Golden Gate Bridge



Por aqui é tudo muito inclinado

if youuure goooing to Sann Fraaanciscooo (parte3)

Este é uma daqueles OMDA´s que tem de ser dividido em partes, uma vez que é muita coisa junta para se contar de uma vez só.

Estou a escrever estas linhas no SFO, que é a abreviatura do aeroporto aqui de San Francisco (SF a partir de agora). Mais uma vez o tempo estendeu-se quando estou por estas aventuras Americanas, e o que foram 4 dias parece que foram… 14.

Chego a SF num Domingo com um dilúvio de proporções bíblicas. O transporte que me leva para o hotel fica preso num engarrafamento; 8 carros estão enfiados uns nos outros numa super auto-estrada de 6 faixas. Há que dizer que não é uma primeira impressão lá muito simpática.

Quando chego ao hotel, reparo que existe um dinner do outro lado da rua, um daqueles restaurantes a “Americana” mesmo. Mas isto é SF e certas cosias aqui serão diferentes do que o costume. Quando entro na casa de banho para lavar as mãos sou rodeado com um cheiro a charro que até fiquei tonto. Ainda bem que já estava cheio de fome, assim sendo, não houve mais nenhum efeito para além da náusea instantânea. Welcome to SF.

Vamos dar um passo atrás aqui. Eu fui “avisado” sobre várias coisas aqui nesta cidade: a cultura gay, algum liberalismo sexual, e claro, menos restrições a nível de “entretenimento”. Todas essas coisas se concretizaram. Alias, algumas concretizaram-se demais. Mas já lá vamos.

SF é muito parecida com Lisboa… e com o Porto, e as vezes com Sines. É uma cidade costeira, com grandes docas que podem ser locais muito turísticos, ou então verdadeiros portos de entrada de material do outro lado do Pacifico. As ruas são muito parecidas com aquilo que estamos habituados a ver nos filmes, de deixar a rua de São Bento para a Estrela a morrer de inveja. A inclinação é incrível, ao ponto de fazer qualquer turista a pensar que o melhor negócio que pode haver em SF é arranjar travões e calços para os carros.

Existe um trolley (novamente como se vê nos filmes) que serve parte da cidade com uma eficiência de notar. E depois existem uns metros que servem as periferias da cidade, que se estendem até ao mar. Seria o equivalente a apanhar um eléctrico de em Cascais e parar no Guincho, passando pela Malveira da Serra.

A cidade não é como as grandes metrópoles Americanas (penso em NY, LA, Dallas, Miami). Na verdade é muito modesta, no tamanho das ruas, dos prédios, e principalmente das casas. Nada de blocos de apartamentos. Aqui toda a gente tem uma casa, pequena para os padrões Americanos, mas de qualquer forma uma casa, com múltiplas janelas para a rua, e com o portão da garagem sempre omnipresente.

Miguel, toma nota. Existem várias zonas para diferentes grupos. Existe o bairro Russo, Chinatown, Japan Center, North Beach que é o bairro Italiano, e mais um ou dois que são pequenos demais para aparecer no mapa, mas que se acaba por descobrir aqui e ali. A outra coisa que se nota é a simbiose cultural deste sítio. Muitos locais para ouvir música, ou ver teatro, ou comer uma refeição exótica. Muitos lugares para conhecer gente diferente, para trocar experiências, sendo elas quais forem.

Sente-se muito mais em NY a presença gay. É fácil distinguir os casais do mesmo sexo a passearem juntos. Pelo outro lado, SF é mais uma cidade de famílias gay, com os pais e os pais, e as mães e as mães. De qualquer maneira, foi-me um pouco difícil suportar tanto flirt… masculino. Verdade que não sou nenhum Brad Pitt, mas tive uns quantos olhares indiscretos por parte de meninos que me deixam sempre enervado. Vocês sabem o quanto eu sou heterossexual, e ver um homem a olhar para mm faz-me sentir mal. A solução era enterrar o boné pela cabeça a baixo e fingir que não era nada comigo.

Quanto as meninas, muitas eram altas, magras e bonitas. Uh, uh. Já estão a imaginar o meu estado de delírio, mas como me disse uma amiga minha ao telefone “sim, elas são bonitas, mas também são todas gay”. Ora bolas. Quer dizer, mudar para SF era uma boa ideia porque os homens não gostam de mulheres… mas depois elas também não gostam deles. Bah.

Estou a brincar claro. Mas uma coisa muito agradável em SF, é que, ao contrário da Costa Este e do Midwest Americano, onde olhar para uma pessoa com atenção é quase a pedir para nos arrancarem os olhos, em SF, tanto elas como eles, olham descaradamente… assim à Lx. Ai, que saudades.

Saturday, April 01, 2006

if youuure goooing to Sann Fraaanciscooo (parte2)

San Francisco...

A cidade mais europeia dos Estados Unidos (ou pelo menos é o que se diz por aqui), dos eléctricos encosta acima, das pontes, da zona costeira, dos bares e das pessoas bonitas.

Mais uma vez, a justificação é que se vai em trabalho, mas tira-se sempre uns dias para recolher mais um conjunto de memórias e umas quantas fotos para o álbum.

Agora que estou a terminar o meu tempo (de uma forma continuada, claro) por terras da América, e é com satisfação que penso que vi quase tudo o que queria ver neste país. A 5av em Nova York, os monumentos em Washington, South Beach em Miami, Texas Stadium em Dallas, a “strip” de Las Vegas, o “border walk” em San Diego, um lobster roll em Bóston (lembras-te mano Daniel?). Isto a juntar a muitas outras paragens, não programadas, mas também com significado, Jacksonville, Columbia (aquele abraço Miguel), Atlanta, Phoenix, Providence, Austin, San António, etc.

Não é para fazer inveja a quem me lê, claro. Quem me conhece, sabe o suficiente para acreditar nestas palavras. É mais a constatação da felicidade de ter iniciado este projecto de Doutoramento, e de beneficiar de não ter de atravessar o Atlântico para ver todas estas maravilhas. E como se costuma dizer, para vir aos Estados Unidos é preciso tempo, e como tempo é dinheiro...

Sendo assim justifico a minha ausência no MSN, para quem costuma passar por lá para dizer olá, e de alguma demora a responder a mails.

Hoje em dia já a wireless por todo o lado, e levo o meu portátil comigo, e pode ser que consiga estar ligado ao “mundo”… neste caso, com mais 4 horas do que o costume. Imaginem quando se estiverem a deitar em Portugal… estou eu a lanchar a beira mar

Até breve

Abraço para eles, kisses para elas