E aqui estou eu. Deitado na mesma cama. 24 horas depois. A ouvir novamente Imogen Heep (que delicia de musica esta – The moment I said it. Por favor, encontrem-na, oiçam e fiquem hipnotizados) enquanto escrevo mais umas linhas sobre o assunto que tem (e me tem) dominado nestes últimos dias.
Primeiro, começar por assegurar a quem esteja desse lado, que obter um qualquer grau, mesmo um tão importante como este, NÃO IRÁ alterar a minha maneira de ser ou de agir. Se isso realmente tivesse que acontecer, teria acontecido logo a seguir a ter passado os exames escritos e orais. A não ser que tenha acontecido, e eu não tenha reparado. Por favor corrijam-me se for esse caso. Incomoda-me a possibilidade de estar a ser arrogante sem o saber.
Não há uma razão que eu perceba como suficiente para me fazer mudar a minha personalidade ou maneira de ser… a não ser a mais óbvia: ser uma pessoa mais confiante, mais segura e mais ciente das minhas potencialidades e valor. Talvez em Portugal o “politicamente correcto” tenha abafado atitudes dessas, e talvez por causa disso se discuta ad-nauseum o porque dos “crânios” saírem para o estrangeiro. Talvez porque em outras realidades as pessoas sejam treinadas para ir para além dos seus limites e continuarem a exceder as expectativas que tinham sobre si, e as expectativas que são geradas pela sociedade.
Quanto a defesa propriamente dita, de dizer que correu muito bem, superando as minhas perspectivas mais optimistas. Estava muito ansioso no início, e no primeiro slide notava-se o meu nervosismo, mas depois ganhei “balanço” e um à-vontade que foi notável.
Para resumir os elogios, o mais importante foi o do meu orientador júnior dizer-me que “fiquei muito impressionado com a tua apresentação, captas-te a atenção da plateia, e tinhas as pessoas suspensas em cada palavra que dizias. O nível de requinte na apresentação foi sensacional”. E estamos a falar de Professores que andam nisto há…10, 20 30(!) anos. Good, good!
E assim termina esta história. Com um final feliz. E com a abertura de outras portas agora. Publicar o estudo, produzir mais literatura científica, procurar um emprego de qualidade em Portugal, pensar numa carreira com significado e importância.
Começa agora a contagem decrescente para o regresso a Portugal.